cover
Tocando Agora:

Morre Marciana Dias, guardiã da tradição das louceiras do Maruanum, no Amapá

Marciana Nonata Dias, morre aos 86 anos Reprodução Morreu na manhã desta segunda-feira (19), aos 86 anos, Marciana Nonata Dias, uma das maiores guardiãs da trad...

Morre Marciana Dias, guardiã da tradição das louceiras do Maruanum, no Amapá
Morre Marciana Dias, guardiã da tradição das louceiras do Maruanum, no Amapá (Foto: Reprodução)


Marciana Nonata Dias, morre aos 86 anos Reprodução Morreu na manhã desta segunda-feira (19), aos 86 anos, Marciana Nonata Dias, uma das maiores guardiãs da tradição das louceiras do Maruanum. Referência da cultura ancestral amapaense, ela dedicou a vida à preservação de saberes transmitidos entre gerações. O velório ocorre no bairro Infraero 2, na Zona Norte de Macapá, a partir das 14h. Marciana foi uma das mais importantes representantes das tradições afro-amapaenses. Seu legado ajudou a dar visibilidade a uma técnica ancestral moldada pelas mãos e pela memória de mulheres que encontraram no barro uma forma de sustento, identidade e resistência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Moradora do distrito do Maruanum, na zona rural de Macapá, ela fez da argila matéria-prima para contar histórias. Ao longo da vida, produziu panelas, travessas, tigelas, xícaras e fogareiros, mantendo viva uma arte que atravessou o tempo e se tornou símbolo do artesanato amapaense. Mas sua trajetória ia além da louça de barro. Marciana também era uma figura marcante do marabaixo. Entre o toque das caixas e o arrastar dos pés, participou de rodas e festejos que mantêm viva a ancestralidade dos povos tradicionais do Estado. Sua história se confunde com a própria história cultural do Amapá. Como louceira, levou os saberes do Maruanum para exposições dentro e fora do Estado, conquistando reconhecimento como mestra artesã e recebendo a Carteira Nacional de Mestre Artesã, uma das maiores honrarias concedidas aos detentores de saberes tradicionais. Nesta segunda-feira, as cantigas entoadas pelas louceiras para agradecer aos ancestrais pela colheita do barro ganham outro significado. Entre os versos e as lembranças, elas também se transformam em despedida para uma de suas mais importantes guardiãs. Na zona rural de Macapá, mulheres lutam para manter a tradição da produção de louças LEIA MAIS: Estudante supera rotina do trabalho no campo e 'passa' em dois concursos públicos no Amapá Petrobras bate recorde de R$ 800 bilhões em meio a expectativas sobre petróleo na Margem Equatorial O Amapá se despede, no mesmo dia, de outro grande nome da cultura afro-amapaense. Aos 91 anos, morreu Francisco Lino da Silva, o Seu Lino, um dos fundadores da escola de samba Boêmios do Laguinho e maior compositor da história da agremiação. Com 35 sambas-enredo assinados, ajudou a construir a trajetória vitoriosa da escola e deixou seu nome gravado na memória do carnaval amapaense. Sambista no AP compôs samba campeão de carnaval em 50 minutos Francisco Lino da Silva, morre aos 91 anos Reprodução Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá ​

Fale Conosco